A NASA lançou nesta terça-feira o game educativo “Moonbase Alpha” (Base lunar Alpha). O game se passa em uma base lunar futurista e desafia os jogadores a reparar os sistemas de oxigênio do complexo após o impacto de um meteorito. De acordo com a NASA, o game tem objetivo de estimular o aprendizado.

Jogo educativo 'Moonbase Alpha'

Segundo a agência, esse game, e outros programas promovidos, pretendem despertar a curiosidade na ciência entre os jovens por meio do aspecto lúdico dos jogos. A NASA espera que o fomento do interesse pela tecnologia, a engenharia e a matemática sirva para alcançar seus objetivos de prospecção no futuro.

O jogo, disponível para PC, pode ser baixado gratuitamente no Steam. Mais informações sobre o projeto estão no site da agência.

Advergames educativos

Advergames educativos

Atualmente as empresas estão também investindo nos Advergames sendo esses educativos como forma de realizar um marketing social.

Não é sem motivo que essa estratégia vem sendo utilizada, pois os games, sendo educativos, possuem capacidade de sanar lacunas de conhecimento dos jogadores e ainda, sendo divertidos, atingem os clientes de maneira “viral”. Além disso, muitas dessas estratégias visam atingir crianças e como estamos falando de crianças concebidas dentro de um universo de tecnologia os games mostram ser uma eficiente ferramenta de ensino.

Veja o exemplo claro dessa estratégia com o Advergame educativo  da Petrobras sobre meio ambiente. Jogue agora.

A m.gaia possui vários títulos de Advergames educativos em seu portfólio.  Caso haja interesse na produção de games para sua marca, contate-nos e tire suas dúvidas.

A Mother Gaia Studio realizou um experimento  de jogos na educação utilizando o Cidade Verde dia 30 de Novembro de 2009, por duas aulas, na cooperativa educacional de Pederneiras, Coedup, no último ano do ensino fundamental (nono ano, antiga oitava serie), com quatorze alunos, coordenados pelos professores José Paulo Germano e Rogério Pompei responsáveis respectivamente pelas disciplinas de Geografia e Informática.

No experimento, o jogo Cidade Verde mostrou bons resultados segundo os dois professores responsáveis pelo projeto piloto.

Projeto piloto Cidade Verde Jogo educativo em classe de informática Meninas unidas no jogo, um único objetivo - vencer É preciso pensar muito para ser prefeito de uma cidade sustentável Todos juntos para resolver os problemas da cidade

De acordo com José Paulo, houve grande dedicação dos jovens em buscar informações sobre planejamento urbano a fim de vencer os desafios metafóricos do jogo. Segundo ele, que o jogo rapidamente foi recebido como um artefato divertido, pois os alunos ficaram entretidos durante toda aula de informática. Todos os quatorzes concentraram-se para vencer os desafios lúdicos, havendo também uma competição entre eles objetivando a mais rápida resolução dos problemas propostos.

Percebeu-se que ao decorrer do experimento, os alunos entravam em contato com assuntos referentes ao desenvolvimento sustentável e que surgiam dúvidas, em conseqüência eles buscavam o professor de Geografia, José Paulo, para que ele os orientasse a fim de que a informação buscada servisse de alguma forma para a resolução dos desafios propostos pelo jogo. Um exemplo deste fato foi narrado pelo professor José Paulo quando um aluno o questionou sobre o porquê do uso de energias solares e eólicas estarem resultando em perda do desafio, sabendo já da questão, o professor explicou que tais tipos de geração de energia têm altos custos e que para construí-las o aluno deveria antes criar uma cidade sólida, com boa arrecadação de recursos, o que possibilitaria o aporte dessas geradoras, concluindo assim um raciocínio sobre desenvolvimento sustentável – “O bom para a natureza muitas vezes não é viável economicamente”.

Um importante relato foi cedido pelo professor Rogério Pompei destaca a boa jogabilidade e a baixa curva de aprendizagem do jogo Cidade Verde, o que ,segundo ele, potencializou a boa recepção do jogo pelos alunos, acima de tudo entre as meninas, que não são tão especializadas em jogos eletrônicos quanto os meninos.

Por fim, durante os cinqüenta minutos programados para a discussão, o professor José Paulo atestou que os alunos estavam motivados pelo momento lúdico previamente presenciado. De acordo com ele, sua aula tornara-se mais atrativa, dada essa motivação. Na seqüência, foram abordados assuntos referentes à mobilidade sustentável, havendo comparações das cidades fictícias do jogo com a cidade de São Paulo.

Veja o vídeo:

Os jovens de hoje em dia estão imersos num universo de tecnologia, estudantes estão reinventando a forma de se informar e gerar conhecimento. . Não há como frear um crescimento exponencial. É o que alguns chamam de novo mundo.

Crescimento exponencial

Esse novo mundo permite exemplos que desafiam a pedagogia atual, mas o novo estudante já concilia vida virtual e real com equilíbrio.

E, é claro, a capacidade que esses jovens adquiriram de dividir a atenção em várias fontes simultâneas de informação exige uma nova estratégia do professor. O americano Marc Prensky, consultor educacional e designer de jogos educativos, diz que a aparente dispersão do jovem de hoje frente às diversas ferramentas tecnológicas é uma ilusão. “O aluno aprende quando está engajado em determinadas atividades - seja explorando possibilidades de resultado para um problema; em um joguinho de computador; ou simplesmente explorando algo desconhecido.”

Novo aluno

Novo aluno

A maioria dos professores e especialistas concorda que não é mais possível distanciar o novo aluno dessas modernidades tecnológicas. O desafio é justamente tirar o melhor proveito desses recursos. Para Marc Prensky, o uso de jogos educativos é um desses recursos. Ele justificada por doze razões a sua utilização:

  • Os jogos são uma forma de diversão. Isso nos dá prazer.
  • Os jogos são forma de jogar. Isso nos dá a participação intensa e apaixonada.
  • Os jogos têm regras. Isso nos dá estrutura.
  • Jogos têm metas. Isso nos dá motivação.
  • Jogos são interativos. Isso dá-nos a fazer.
  • Jogos têm resultados e feedback. Isso nos dá a aprendizagem.
  • Jogos são adaptativos. Isso nos dá continuidade.
  • Os jogos têm vitória estados. Isso nos dá satisfação do ego.
  • Jogos têm conflito / competição / desafio / oposição. Isso nos dá adrenalina.
  • Os jogos têm resolução de problemas. Que acenda a nossa criatividade.
  • Jogos têm interação. Isso dá-nos grupos sociais.
  • Jogos têm representação e história. Isso nos dá emoção.

A Mother Gaia Studio acredita na tecnologia e nos jogos educativos dentro da educação. Cidade Verde é um deles. Criado pelo Studio, em Cidade Verde, o aluno, na pele de prefeito de uma cidade, deve construir sua cidade respeitando o meio ambiente, atendendo as necessidades sociais e entendendo a economia, sendo assim, vivenciando o desenvolvimento sustentável.

Confiram o jogo www.cidadeverde.org.

Referencias: Revista Veja (Caio Barretto Briso, Kleyson Barbosa, Luís Guilherme Barrucho e Sofia Krause), Marc Prensky (http://www.marcprensky.com).