Os jovens de hoje em dia estão imersos num universo de tecnologia, estudantes estão reinventando a forma de se informar e gerar conhecimento. . Não há como frear um crescimento exponencial. É o que alguns chamam de novo mundo.

Crescimento exponencial

Esse novo mundo permite exemplos que desafiam a pedagogia atual, mas o novo estudante já concilia vida virtual e real com equilíbrio.

E, é claro, a capacidade que esses jovens adquiriram de dividir a atenção em várias fontes simultâneas de informação exige uma nova estratégia do professor. O americano Marc Prensky, consultor educacional e designer de jogos educativos, diz que a aparente dispersão do jovem de hoje frente às diversas ferramentas tecnológicas é uma ilusão. “O aluno aprende quando está engajado em determinadas atividades - seja explorando possibilidades de resultado para um problema; em um joguinho de computador; ou simplesmente explorando algo desconhecido.”

Novo aluno

Novo aluno

A maioria dos professores e especialistas concorda que não é mais possível distanciar o novo aluno dessas modernidades tecnológicas. O desafio é justamente tirar o melhor proveito desses recursos. Para Marc Prensky, o uso de jogos educativos é um desses recursos. Ele justificada por doze razões a sua utilização:

  • Os jogos são uma forma de diversão. Isso nos dá prazer.
  • Os jogos são forma de jogar. Isso nos dá a participação intensa e apaixonada.
  • Os jogos têm regras. Isso nos dá estrutura.
  • Jogos têm metas. Isso nos dá motivação.
  • Jogos são interativos. Isso dá-nos a fazer.
  • Jogos têm resultados e feedback. Isso nos dá a aprendizagem.
  • Jogos são adaptativos. Isso nos dá continuidade.
  • Os jogos têm vitória estados. Isso nos dá satisfação do ego.
  • Jogos têm conflito / competição / desafio / oposição. Isso nos dá adrenalina.
  • Os jogos têm resolução de problemas. Que acenda a nossa criatividade.
  • Jogos têm interação. Isso dá-nos grupos sociais.
  • Jogos têm representação e história. Isso nos dá emoção.

A Mother Gaia Studio acredita na tecnologia e nos jogos educativos dentro da educação. Cidade Verde é um deles. Criado pelo Studio, em Cidade Verde, o aluno, na pele de prefeito de uma cidade, deve construir sua cidade respeitando o meio ambiente, atendendo as necessidades sociais e entendendo a economia, sendo assim, vivenciando o desenvolvimento sustentável.

Confiram o jogo www.cidadeverde.org.

Referencias: Revista Veja (Caio Barretto Briso, Kleyson Barbosa, Luís Guilherme Barrucho e Sofia Krause), Marc Prensky (http://www.marcprensky.com).

Em princípio devemos entender o jogo como uma atividade que obedece ao impulso mais profundo e básico da essência animal. Como já dizia o filosofo Johan Huizinga em sua obra Homo Ludens. Para discursar sobre o assunto fomos buscar uma matéria do CEX (Centro de Excelência deXadrez). Confiram abaixo a matéria.

Por Centro de Excelência de Xadrez:

Os primeiros jogos que a criança faz são os chamados jogos de exercício, utilizando como principal objetivo o seu próprio corpo. Os bebês chupam suas mãos, emitem sons e repetem diversos movimentos sem finalidade utilitária.

A transição dos jogos de exercícios para os simbólicos marca o início de percepção de representações exteriores e a reprodução de um esquema sensório-motor fora de seu contexto. Podemos dizer que o jogo simbólico é um jogo de exercício sendo o que exercita é a imaginação.

Ao chegar o período das operações concretas (por volta dos sete anos de idade) a criança, pelas aquisições que fez, pode jogar atendo-se a normas. Surgem então os jogos de regras, e ela terá que abandonar a arbitrariedade que governava seus jogos para adaptar-se a um código comum, podendo ser criado por iniciativa própria ou por outras pessoas, mas que deverá acatar limites porque a violação das regras traz consigo um castigo.

Isto ajudará a criança a aceitar o ponto de vista das demais, a limitar sua própria liberdade em favor dos outros, a ceder, a discutir e a compreender. Quando se praticam jogos de grupo a experiência se engrandece já que a sociabilidade é agregada à vida da criança, surgindo assim os primeiros sentimentos morais e a consciência de grupo.

Quando a criança joga compromete toda sua personalidade, não o faz para passar o tempo. Podemos dizer, sem dúvida, que o jogo é o “trabalho” da infância ao qual a criança dedica-se com prazer.

Jogos na educação

Pode-se perceber através do que foi exposto o valor educativo que a prática lúdica possui. Muitos psicólogos afirmam que os primeiros anos são os mais importantes na vida do homem sendo que a atividade central manifestada é o jogo. É notável o que se pode aprender construindo seus próprios jogos, utilizando conceitos de plano inclinado, polias, velocidade, etc., coisas que só serão ensinadas muito depois no período escolar.

Um erro que muitos professores cometem é não valorizar em toda sua extensão esta atividade, extraindo o que ela contém de educativo. A criança que ingressa na escola deverá adaptar-se às rotinas escolares acarretando mudanças importantes na sua vida, e sua vida dedicada ao jogo terá uma mudança brusca.

Temos que aprender a diferenciar o que significa o jogo para o adulto e para a criança. Para nós, por que assim nos educaram, é o que fazemos quando não se tem alguma coisa mais importante, e desejamos preencher horas vazias com algum lazer. Para as crianças é todo um compromisso no qual lutam e se esforçam se algo não sai como querem.

Abaixo segue uma tabela de análise das caracteristicas de um jogo como o xadrez e suas implicações nos aspectos educacionais e de formação de caráter de uma criança:

Tabela de aprendizados proporcionados pelo jogo Xadrez

Em suma, essa matéria do CEX elucida importância dos jogos, que, até os dias atuais são tratados com preconceito. É nessa importância que a Mother Gaia Studio se inspira para criar seus jogos educativos.

Internet, celulares, computadores, laptops, Google, Wikipédia, etc. Essas palavras são tão comuns a nossa vida que parece impossível viver sem elas. Imagine para os jovens conceberam o mundo já com a existência dessas tecnologias que hoje estão presente em praticamente todas as etapas da nossa vida. Esses são os jovens da geração Z.

Para essa geração que nasceu em berço tecnológico, a educação pode contar com a ajuda da tecnologia para ganhar pontos.

Ciberalunos, Educação e Tecnologia juntas.

Ciberalunos, Educação e Tecnologia juntas.

Abaixo, veremos uma lista da Folha de algumas dessas tecnologias que o aluno, com conexão de internet, pode ter acesso e “turbinar” seu ensino.

Por Folha:

Ferramentas:

A organização de horários, metas e objetivos escolares se torna muito mais fácil com o uso do Mindmeister (mindmeister.com), que permite salvar notas e arquivos de organização pessoal, além de possibilitar o compartilhamento dos documentos.

O Google Docs (docs.google.com) ajuda nas mais essenciais tarefas do mundo acadêmico: criar e editar textos, planilhas e apresentações. A vantagem é que você pode acessá-los de qualquer local e a edição é permitida por mais de uma pessoa ao mesmo tempo.

Para pesquisas, uma referência é a Wikipédia (wikipedia.com), enciclopédia livre que tem mais de 500 mil artigos em português disponíveis para consulta.

Se você não encontrou o que procurava, pode ser uma boa perguntar no Yahoo! Respostas(br.answers.yahoo.com), uma rede colaborativa na qual os usuários recebem pontos para responder as perguntas dos outros. Em ambos os sites, fique atento às fontes das informações.

Línguas:

O site iTalki (italki.com) é uma rede social para estudantes interessados em aprender novas línguas pela internet. Nele, você pode encontrar professores on-line e pagar por aulas, ou aprender outro idioma com outros usuários do site e utilizando ferramentas gratuitas da rede.

Para quem prefere aprender sozinho, no velho esquema de exercícios e arquivos de áudio, uma opção é o site da BBC (bit.ly/aprendainglesbbc), que oferece diversas tarefas e leituras, para todos os níveis.

A empresa de comunicação Deutsche Welle (bit.ly/aulasdealemao) vai na mesma linha e oferece módulos gratuitos de aulas de alemão. Tanto o site da BBC quanto o da DW têm a interface em português.

Bilbliotecas virtuais:

Grandes autores da língua portuguesa e até mesmo livros educativos estão disponíveis na internet.

O Domínio Público (www.dominiopublico.gov.br) é um site do governo federal que oferece mais de mil livros gratuitos. O eBookCult (ebookcult.com.br)disponibliza material didático.

O UOL Biblioteca (biblioteca.uol.com.br) possui uma vasta seleção do que está disponível para leitura na rede. Tem uma lista de dicionários on-line, guia de jornais e revistas e até um especial sobre a reforma ortográfica.

Abaixo está o comentário de Maria Âgela, professora que utilizou o Cidade Verde no final do ano passado com seus alunos. Segue o comentário:

Gostaria de aproveitar esse “post” para falar da educação formal…aquela que acontece nas escolas. Vou compartilhar um pouco da minha experiência com o jogo City Rain com crianças entre 9 e 10 anos de uma escola particular do município de Bauru.

Tomando como princípio que as crianças aprendem a medida que há interesse, curiosidade e envolvimento com o que lhes é apresentado, o jogo eletrônico City Rain foi motivo de muito entuasiasmo em sala de aula. Partindo de um tema e do jogo City Rain, os alunos se envolveram com o conhecimento de diversas disciplinas para elaborar diferentes produtos da aprendizagem.

O nosso primeiro passo, antes da apresentação do jogo, foi contextualizar o que seria proposto e por isso partimos do tema “Governo”. Junto com os alunos, fizemos um brainstorm sobre o tema reunindo ideias de todos os alunos. Após o brainstorm, os alunos tiveram algumas questões para refletir e realizar o registro de suas respostas. Em pequenos grupos, os alunos refletiram sobre “O que é governar?” e “O que é sustentabilidade?”. Primeiramente, a tarefa era escrever o que surgisse das discussões e o que eles já sabiam sobre o que foi perguntado. Depois então, os alunos completaram suas respostas com pesquisas em dicionários, sites e livros.

Após todo trabalho mais conceitual de reflexão e pesquisa, o jogo foi brevemente apresentado as crianças juntamente com a missão de construir e manter uma cidade sustánvel. Os alunos conheceram as “peças” básicas do jogo: comércio, industria, usina, residências, escola, hospital, posto policial e aterro sanitário; e fomos juntos pensando como a cidade poderia ser sustentável e como fariamos para nao perder a jogada, a resposta não foi imediata, mas ao longo das jogadas, os alunos mencionaram a questão do equilíbrio e buscavam em todas as suas jogadas equilibrar a distribuição de cada uma das peças.

Com o jogo os alunos também passaram pela questão do orçamento e tiveram que elaborar estratégias, de acordo com o cenário e as possibilidades do jogo, para aumentar o caixa da prefeitura e comprar as famosas “construções especiais”.

Juntamente com essa vivência do jogo, os alunos desenvolviam atividades relacionadas as disciplinas curriculares. Em Lingua Portuguesa, a atividade foi escrever um discurso de governo, falando sobre a cidade e destacando pontos de maior sucesso (Saúde, Segurança, Educação…) de acordo com gráficos gerados pelo próprio jogo, ao final de cada jogada. Em Matemática, os alunos aprederam a ler e criar gráficos de linha. Em Ciências e Geografia, as crianças estudaram sobre sustentabilidade e impacto ambiental, criaram uma maquete com materiais recicláveis buscando o ideal de uma cidade sustentável, elaboraram o gráfico de linha do nível de sustentabilidade. Em História estudamos sobre sistemas, formas e regimes de governo e foi realizada uma votação para eleger o nome e o tipo de governo da maquete.

Foi uma atividade bastante rica e envolvente; integrada com questões tecnológicas, lúdicas e curriculares. Bom, já me estendi demais, poderiamos ainda falar um pouco sobre a interdisciplinaridade e a colaboração, deixamos para a próxima!

Nós agradecemos a professora Maria Ângela por compartilhar sua experiência com o jogo.

Túlio Soria.